




O projeto
Mão na Mão
Os jogos de mãos atravessam gerações. Circulam entre crianças, transformam-se de um lugar para outro e articulam palavra, ritmo, gesto, memória e invenção.
O projeto Os Jogos de Mãos das Crianças Paranaenses: Patrimônio Cultural Infantil nasce do desejo de olhar atentamente para esse universo, reconhecendo as crianças como produtoras de cultura e os jogos que criam, aprendem e transformam como parte de um patrimônio vivo. O projeto é uma das ações de Mão na Mão, linha da Infância Sonora voltada à pesquisa, à valorização e à circulação dos jogos de mãos infantis.
A proposta articula pesquisa, registro, reflexão e ações formativas, aproximando a cultura da infância dos espaços educativos e convidando professoras, professores e demais profissionais da educação a observar aquilo que acontece todos os dias quando as crianças brincam.
Cultura da infância
Um patrimônio vivo
Os jogos de mãos passam de criança para criança, atravessam gerações e circulam entre diferentes grupos e lugares. Nesse percurso, não permanecem intactos: palavras mudam, gestos se transformam, ritmos ganham novas formas e regras são reinventadas.
É justamente essa capacidade de permanecer e, ao mesmo tempo, transformar-se que faz deles um patrimônio vivo. Cada criança que aprende um jogo também pode recriá-lo e participar de sua continuidade.

Brincadeiras não são apenas transmitidas.
Elas são continuamente recriadas.
A cultura da infância não está apenas no passado. Ela acontece agora.


Palestras • Oficinas
Formação e encontro
Compartilhar saberes, ampliar olhares
O projeto também se constrói no encontro com educadoras e educadores. Por meio de palestras e oficinas, os jogos de mãos tornam-se ponto de partida para conversar sobre cultura da infância, música, movimento, oralidade, criação e aprendizagem.
Mais do que apresentar um repertório de brincadeiras, os encontros propõem uma mudança de olhar: observar aquilo que as crianças já sabem, aquilo que criam entre si e as formas pelas quais seus jogos podem ampliar as experiências educativas.
Experimentar os jogos com o próprio corpo, escutar seus ritmos, perceber suas estruturas e inventar novas possibilidades transforma a formação em uma experiência compartilhada de descoberta.

Fernanda Marchewski
Educação, música e cultura da infância

Sou educadora, pesquisadora e realizadora de projetos dedicados à infância, à cultura e à educação. Meu trabalho nasce da escuta das crianças e da atenção aos modos como elas brincam, cantam, inventam, criam regras, constroem relações e produzem cultura em seu cotidiano.
Ao longo da minha trajetória, os jogos, as brincadeiras, a música e a oralidade tornaram-se caminhos para compreender a infância não apenas como uma etapa da vida, mas como um território vivo de criação, conhecimento e participação.
Os Jogos de Mãos das Crianças Paranaenses nasce desse percurso e do desejo de reconhecer, registrar e compartilhar um patrimônio que continua sendo recriado pelas próprias crianças. Olhar para esses jogos é também aprender com elas: com seus gestos, suas memórias, sua imaginação e suas maneiras de transformar o mundo.


Apostila
Um material para continuar
Da formação à observação cotidiana das crianças
Esta apostila acompanha a formação Cultura da Infância: Criatividade, Musicalidade e Protagonismo Infantil e reúne ideias, referências e provocações construídas a partir de muitos anos de observação das crianças brincando, cantando, inventando regras, transformando palavras e criando modos próprios de estar juntas.
Mais do que oferecer respostas prontas ou um repertório de atividades a serem reproduzidas, o material propõe um percurso de observação e reflexão. O convite é olhar novamente para as crianças, reconhecendo a riqueza cultural presente em suas brincadeiras, seus gestos, suas musicalidades e suas formas de aprender umas com as outras.
Nas próximas seções, esse percurso se abre para a cultura da infância, o brincar, a música e os repertórios infantis, chegando aos jogos de mãos como espaços de memória, criação, encontro e aprendizagem.
Observe. Escute. Experimente.
E continue a partir das crianças.

